Influxo Nervoso
Toda forma de vida anda à procura de homeostasia...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Inconsciência
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Ao peixe cor-de-laranja

Olhei mais uma vez para o charco à minha frente, enchi-me de coragem e saltei, no vácuo do tempo até à minha infância, directamente para os dois centímetros de água na esperança de que o meu peixinho laranja falecido nesta manhã, velho de vários anos a esquecer dia após dia a solidão do seu aquário, ressuscitasse.
E foi o que aconteceu!
Pensando bem, transformou-se noutra... coisa! As partículas elementares que constituíam o meu peixe, ou aquelas que constituem qualquer outra coisa do Universo, são sempre as mesmas desde os tempos mais longínquos, desde a eternidade. Afinal, o meu peixe vermelho é eterno. Que grande egoísta estava a ser a minha pena, isto sempre foi melhor para ele.
Dei um passo à frente, sai do charco com os sapatos molhados ao mesmo tempo que regressava ao Eu de hoje. Ao Eu constituído doutras partículas elementares das quais, certamente que também já nenhuma é comum ao Eu que fui há anos.
Resta-nos a memória de algo, de uma entidade, de um ser, um puzzle assemblado de certa forma com aquelas determinadas peças e não outras.
Em memória do meu peixe cor-de-eeeehhhhh... laranja?!
E foi o que aconteceu!
Pensando bem, transformou-se noutra... coisa! As partículas elementares que constituíam o meu peixe, ou aquelas que constituem qualquer outra coisa do Universo, são sempre as mesmas desde os tempos mais longínquos, desde a eternidade. Afinal, o meu peixe vermelho é eterno. Que grande egoísta estava a ser a minha pena, isto sempre foi melhor para ele.
Dei um passo à frente, sai do charco com os sapatos molhados ao mesmo tempo que regressava ao Eu de hoje. Ao Eu constituído doutras partículas elementares das quais, certamente que também já nenhuma é comum ao Eu que fui há anos.
Resta-nos a memória de algo, de uma entidade, de um ser, um puzzle assemblado de certa forma com aquelas determinadas peças e não outras.
Em memória do meu peixe cor-de-eeeehhhhh... laranja?!
domingo, 19 de junho de 2011
Previsível

Parece que, para além das características evidentes e que qualquer um poderia citar, aquilo que diferencia o Homem das outras espécies animais pode ser simplesmente a consciência do futuro.
Previsível, adjectivo uniforme, que é visível com antecipação. (Do lat. *praevisibìle-, «id.») http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa-ao/previsivel
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Nuggets made in Coca-Cola
O Alexandre vai em breve fazer 14 anos e a Inês, daqui por alguns dias terá 6 anos.
Hoje aconteceu uma boa com a Inês que me fez lembras que há anos quando o Alexandre tinha uns três anitos e que viu, ou teve a consciência de ver pela primeira vez um frango, o miúdo ficou espantado.
Comia frango de vez em quando e por isso estava farto de ver frango à frente dele. Sabia o que era um frango. O frango tem a forma de um paralelepípedo bastante espalmado cujos anglos são todos rectos e as faces superior e inferior são rectangulares.
Não o frango não podia ser aquela coisa que andava de um lado para o outro a esgaravatar a terra com as suas patas e a picá-la com o bico. E, cúmulo dos cúmulos, vestida com penas. Não, decididamente, o frango não era isso.
Hoje então, anos depois, a irmã dele pede-me para escolher entre duas figurinhas de terra cozida. Ambas representam personagens femininas vestidas de trajes do século XIX. A primeira de joelhos e mãos postas, estaria certamente a rezar. A segunda, com um cântaro de água, vinha de regresso da fonte porque o trazia de pé sobre a cabeça.
Eu indico à Inês a segunda personagem.
- O que está ela a fazer? - pergunta-me a minha filha.
Eu, pensando fazer bem, começo por lhe situar a cena num contexto:
- Sabes que antigamente não havia água nas casas...
E maravilhada interrompe-me e diz-me:
- Ah sim! Então havia o quê, Coca-Cola?
Hoje aconteceu uma boa com a Inês que me fez lembras que há anos quando o Alexandre tinha uns três anitos e que viu, ou teve a consciência de ver pela primeira vez um frango, o miúdo ficou espantado.
Comia frango de vez em quando e por isso estava farto de ver frango à frente dele. Sabia o que era um frango. O frango tem a forma de um paralelepípedo bastante espalmado cujos anglos são todos rectos e as faces superior e inferior são rectangulares.
Não o frango não podia ser aquela coisa que andava de um lado para o outro a esgaravatar a terra com as suas patas e a picá-la com o bico. E, cúmulo dos cúmulos, vestida com penas. Não, decididamente, o frango não era isso.
Hoje então, anos depois, a irmã dele pede-me para escolher entre duas figurinhas de terra cozida. Ambas representam personagens femininas vestidas de trajes do século XIX. A primeira de joelhos e mãos postas, estaria certamente a rezar. A segunda, com um cântaro de água, vinha de regresso da fonte porque o trazia de pé sobre a cabeça.
Eu indico à Inês a segunda personagem.
- O que está ela a fazer? - pergunta-me a minha filha.
Eu, pensando fazer bem, começo por lhe situar a cena num contexto:
- Sabes que antigamente não havia água nas casas...
E maravilhada interrompe-me e diz-me:
- Ah sim! Então havia o quê, Coca-Cola?
sexta-feira, 30 de março de 2007
Virus
Por definição um ser vivo consome energia e reproduz-se.
Um robot consome energia mas não se reproduz, logo não é um ser vivo. E com este tipo de comparação poderíamos excluir do grupo dos seres vivos inúmeras outras entidades...
Hoje os cientistas ainda não sabem se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, porque não se conseguem reproduzir sem parasitarem células vivas.
Ora e isso que importa? A Vida procura antes de tudo a sua perenidade e pouco se importa Ela com os modos a adoptar para alcançar o seu objectivo. Por esta lógica, o vírus é tão importante que qualquer outro ser. (É claro que do meu pouco de vista eu não concordo com a vida, mas tenho cá uma pequena ideia de que ela se está a cagar para aquilo que eu posso ou não pensar.)
Isto é uma bela lição para nós humanos quando pensamos que estamos acima de tudo.
Um robot consome energia mas não se reproduz, logo não é um ser vivo. E com este tipo de comparação poderíamos excluir do grupo dos seres vivos inúmeras outras entidades...
Hoje os cientistas ainda não sabem se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, porque não se conseguem reproduzir sem parasitarem células vivas.
Ora e isso que importa? A Vida procura antes de tudo a sua perenidade e pouco se importa Ela com os modos a adoptar para alcançar o seu objectivo. Por esta lógica, o vírus é tão importante que qualquer outro ser. (É claro que do meu pouco de vista eu não concordo com a vida, mas tenho cá uma pequena ideia de que ela se está a cagar para aquilo que eu posso ou não pensar.)
Isto é uma bela lição para nós humanos quando pensamos que estamos acima de tudo.
sábado, 3 de fevereiro de 2007
E no princípio foi o começo.
Se ainda não tinha criado o meu blog, quem me conhece sabe que só pode ser por causa da minha preguiça ou talvez pelo meu defeito de tudo querer fazer... e no fim, bem se sabe que nada se faz.
Pois então aqui estou eu, ou melhor, aqui está ele.
Porquê o nome de influxo nervoso? - perguntarão alguns.
Pois simplesmente porque se acredito nalgum Deus, Ele tem forçosamente o nome de Vida. E a ideia de que a um determinado momento o mundo inerte conjugado com a energia começou a animar-se até atingir o estado consciente, a mim fascina-me. Quando não há influxo nervoso, morre-se. Até a cobra sabe disso, o seu veneno é constituído de uma substância química que bloqueia a transmissão dos influxos nervosos paralisando assim os músculos dos pulmões e do coração. Influxo Nervoso = Vida.
Pois então aqui estou eu, ou melhor, aqui está ele.
Porquê o nome de influxo nervoso? - perguntarão alguns.
Pois simplesmente porque se acredito nalgum Deus, Ele tem forçosamente o nome de Vida. E a ideia de que a um determinado momento o mundo inerte conjugado com a energia começou a animar-se até atingir o estado consciente, a mim fascina-me. Quando não há influxo nervoso, morre-se. Até a cobra sabe disso, o seu veneno é constituído de uma substância química que bloqueia a transmissão dos influxos nervosos paralisando assim os músculos dos pulmões e do coração. Influxo Nervoso = Vida.
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