
Olhei mais uma vez para o charco à minha frente, enchi-me de coragem e saltei, no vácuo do tempo até à minha infância, directamente para os dois centímetros de água na esperança de que o meu peixinho laranja falecido nesta manhã, velho de vários anos a esquecer dia após dia a solidão do seu aquário, ressuscitasse.
E foi o que aconteceu!
Pensando bem, transformou-se noutra... coisa! As partículas elementares que constituíam o meu peixe, ou aquelas que constituem qualquer outra coisa do Universo, são sempre as mesmas desde os tempos mais longínquos, desde a eternidade. Afinal, o meu peixe vermelho é eterno. Que grande egoísta estava a ser a minha pena, isto sempre foi melhor para ele.
Dei um passo à frente, sai do charco com os sapatos molhados ao mesmo tempo que regressava ao Eu de hoje. Ao Eu constituído doutras partículas elementares das quais, certamente que também já nenhuma é comum ao Eu que fui há anos.
Resta-nos a memória de algo, de uma entidade, de um ser, um puzzle assemblado de certa forma com aquelas determinadas peças e não outras.
Em memória do meu peixe cor-de-eeeehhhhh... laranja?!
E foi o que aconteceu!
Pensando bem, transformou-se noutra... coisa! As partículas elementares que constituíam o meu peixe, ou aquelas que constituem qualquer outra coisa do Universo, são sempre as mesmas desde os tempos mais longínquos, desde a eternidade. Afinal, o meu peixe vermelho é eterno. Que grande egoísta estava a ser a minha pena, isto sempre foi melhor para ele.
Dei um passo à frente, sai do charco com os sapatos molhados ao mesmo tempo que regressava ao Eu de hoje. Ao Eu constituído doutras partículas elementares das quais, certamente que também já nenhuma é comum ao Eu que fui há anos.
Resta-nos a memória de algo, de uma entidade, de um ser, um puzzle assemblado de certa forma com aquelas determinadas peças e não outras.
Em memória do meu peixe cor-de-eeeehhhhh... laranja?!
Sem comentários:
Enviar um comentário