segunda-feira, 30 de abril de 2007

Nuggets made in Coca-Cola

O Alexandre vai em breve fazer 14 anos e a Inês, daqui por alguns dias terá 6 anos.

Hoje aconteceu uma boa com a Inês que me fez lembras que há anos quando o Alexandre tinha uns três anitos e que viu, ou teve a consciência de ver pela primeira vez um frango, o miúdo ficou espantado.
Comia frango de vez em quando e por isso estava farto de ver frango à frente dele. Sabia o que era um frango. O frango tem a forma de um paralelepípedo bastante espalmado cujos anglos são todos rectos e as faces superior e inferior são rectangulares.
Não o frango não podia ser aquela coisa que andava de um lado para o outro a esgaravatar a terra com as suas patas e a picá-la com o bico. E, cúmulo dos cúmulos, vestida com penas. Não, decididamente, o frango não era isso.

Hoje então, anos depois, a irmã dele pede-me para escolher entre duas figurinhas de terra cozida. Ambas representam personagens femininas vestidas de trajes do século XIX. A primeira de joelhos e mãos postas, estaria certamente a rezar. A segunda, com um cântaro de água, vinha de regresso da fonte porque o trazia de pé sobre a cabeça.
Eu indico à Inês a segunda personagem.
- O que está ela a fazer? - pergunta-me a minha filha.
Eu, pensando fazer bem, começo por lhe situar a cena num contexto:
- Sabes que antigamente não havia água nas casas...
E maravilhada interrompe-me e diz-me:
- Ah sim! Então havia o quê, Coca-Cola?

sexta-feira, 30 de março de 2007

Virus

Por definição um ser vivo consome energia e reproduz-se.
Um robot consome energia mas não se reproduz, logo não é um ser vivo. E com este tipo de comparação poderíamos excluir do grupo dos seres vivos inúmeras outras entidades...

Hoje os cientistas ainda não sabem se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, porque não se conseguem reproduzir sem parasitarem células vivas.

Ora e isso que importa? A Vida procura antes de tudo a sua perenidade e pouco se importa Ela com os modos a adoptar para alcançar o seu objectivo. Por esta lógica, o vírus é tão importante que qualquer outro ser. (É claro que do meu pouco de vista eu não concordo com a vida, mas tenho cá uma pequena ideia de que ela se está a cagar para aquilo que eu posso ou não pensar.)

Isto é uma bela lição para nós humanos quando pensamos que estamos acima de tudo.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

E no princípio foi o começo.

Se ainda não tinha criado o meu blog, quem me conhece sabe que só pode ser por causa da minha preguiça ou talvez pelo meu defeito de tudo querer fazer... e no fim, bem se sabe que nada se faz.

Pois então aqui estou eu, ou melhor, aqui está ele.

Porquê o nome de influxo nervoso? - perguntarão alguns.
Pois simplesmente porque se acredito nalgum Deus, Ele tem forçosamente o nome de Vida. E a ideia de que a um determinado momento o mundo inerte conjugado com a energia começou a animar-se até atingir o estado consciente, a mim fascina-me. Quando não há influxo nervoso, morre-se. Até a cobra sabe disso, o seu veneno é constituído de uma substância química que bloqueia a transmissão dos influxos nervosos paralisando assim os músculos dos pulmões e do coração. Influxo Nervoso = Vida.